coronavirus

O que se sabe sobre o Coronavirus

Muita gente me questiona sobre se devemos nos preocupar com o COVID-19, a infecção pelo coronavírus que está deixando o mundo em alerta

Os números estão sempre mudando, mas já temos cerca de 80 mil infectados, com cerca de 2 mil mortes; a esmagadora maioria na China.

As medidas que estão sendo tomadas por lá, colocando em quarentena milhões de pessoas e centenas de milhões impedidas de sair de casa, recomendadas a não ter contato social sugerem que a situação é grave.

São ações que paralisam toda a economia chinesa e já causam impacto em outros países. Na melhor das hipóteses, estão tratando a situação como se fosse séria, impedindo que a situação se torne extremamente grave.

O problema desta infecção, quando comparada a outros vírus, é que parece ser contagioso, mesmo quando assintomático. Isso impede o controle da disseminação. Tanto é verdade que estatísticas mostram que, se fora de controle, poderia atingir 80% da população mundial.

A parte boa é que ele não é mortal para a maioria dos infectados, mas mesmo assim, exigiria cuidados de saúde que sobrecarregariam os sistemas de saúde de todos os países.

Na parte bioquímica, o vírus parece se ligar aos receptores ACE2 nos pulmões (é o principal mecanismo de ação).

Há um estudo com 8 pessoas sugerindo que a densidade do receptor ACE2 difere por etnia e sexo, com os asiáticos tendo a maior densidade de receptores ACE2 (e, portanto, presumivelmente, a maior vulnerabilidade) e os machos com maior densidade que as fêmeas. Porém, é um tamanho de amostra muito pequeno e não é suficiente para afirmarmos algo.

Outro estudo mostrou relação com o tabagismo foi um dos principais preditores da densidade de receptores da ECA2. Chineses fumam muito. Pode não dizer muita coisa, mas quando seu médico diz para parar de fumar, talvez esse seja o estímulo que faltava.

Talvez a exposição à poluição por partículas do ar (diminui o potencial zeta pulmonar) seja um problema adicional. Wuhan, epicentro do surto, tem um ar atmosférico de péssima qualidade.

Talvez por isso, as pessoas de lá estão mais suscetíveis; talvez por isso, se você não fuma e mora em uma área com boa qualidade do ar pode ter maior resistência à infecção. O fato é que não sabemos.

Como você pode perceber, são hipóteses, que geram inúmeras teorias. A verdade ainda não nos foi revelada. Difícil dizer o que devemos fazer.

Lá é inverno.

Espera-se o pico de casos em março, com queda a partir daí. Por outro lado, será que isso não será acompanhado por um aumento dos casos em outros países? Nem todos têm uma estrutura como a chinesa e aval político para isolar uma grande cidade, por exemplo.

Não há nenhuma necessidade, ainda, de usar máscaras de proteção, mas é bom garantir uma ou duas caixas para uma eventualidade. Se não usar, ótimo. Doa para seu médico ou dentista mais à frente.

Evite aglomerações em locais que recebam muitos turistas. Sim, eu sei, é péssimo para os negócios, mas não poderia dizer diferente.

Lave as mãos e ao espirrar, coloque a parte interna do cotovelo na frente do nariz (nunca espirre nas mãos). E essas recomendações não são exclusivas para o coronavírus.

Os coronavírus (como muitos outros vírus) sequestram o selênio do hospedeiro para enfraquecê-lo e deixá-lo aberto a novas infecções. Talvez por isso, garantir um aporte extra através da alimentação ou por suplementos pode ser uma boa ideia.

Talvez seja a hora de também garantir uma pouco de vitamina C e zinco em sua vida. Melhor garantir, sabe?

Converse com o profissional de saúde que o acompanha. Talvez ele lhe sugira algo adicional.

Quando tiver mais novidades, volto por aqui.

Grande abraço.

Carlos Braghini Jr.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.